segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Igreja de São João Batista voltou a ser paróquia de São Luís


 
DE O Imparcial Online

Foto: folhadomunicipio.com

Igreja de São João Batista voltou a ser paróquia de São Luís, título concedido por Dom Beliário. Atividade contou com a presença de governador e autoridades políticas.

Uma programação especial marcou os 400 anos da Igreja de São João Batista, Vinhais Velho. No último sábado (20), aconteceu uma missa campal presidida pelo arcebispo de São Luís Dom José Belisário, que concedeu a comunidade a retomada do título de Paróquia de São João Batista de Vinhais e nomeou o padre Jadson Borba como pároco. A celebração contou com a presença do governador em exercício do estado, Washington Oliveira, a vereadora recém-eleita Helena Duailibe e o deputado estadual, Afonso Manoel, os dois últimos lideranças da comunidade católica.

Para marcar os quatro séculos de história do templo, uma programação com diversas atividades foi realizada, destacando missas, caminhadas e saraus. No sábado (20), durante a celebração, Dom Belisário, vice-presidente da CNBB, relembrou que no local a primeira foi realizada há 400 anos, provavelmente pelo padre francês Arséne de Paris, ajudado por Claude D'Abbeville, segundos pesquisadores.

Ao fim da celebração o governador Washington e o deputado Afonso Manoel foram homenageados pela comunidade, pelo empenho e apoio para que a comunidade mantivesse viva a tradição religiosa. As atividades que marcaram os 400 anos da Igreja de São João Batista foram encerradas com as atrações culturais da noite: Orquestra Big Band e o Bicho Terra.

Afonso Manoel destacou a importância da comunidade - "aqui nós temos uma grande riqueza cultural e histórica, não podemos deixar que isso ficasse no esquecimento, muito importante a volta de condição de paróquia da Igreja".

História

A primeira igrejinha erguida no local onde hoje está a Igreja de São João Batista foi construída pela Missão Francesa, em 1612. Depois de fundar o forte São Luís (que deu origem à capital maranhense) e as primeiras construções civis, os franceses saíram em visita pela Ilha, quando então conheceram Eussauap, que em diversos relatos o padre Claude d'Abeville relata ser a segunda comunidade indígena em população na Upaon-Açu - Ilha de São Luís. Segundo o capuchinho, neste lugar foi erguida pelos índios uma capela, com uma grande cruz, devidamente benzidas pelos padres..

Foi feita de palha, pelas mãos de seus primitivos habitantes, ajudados certamente pelo Sr. De Pizieux e os franceses que com ele ali residiam. Em 20 de outubro de 1612, de acordo com historiadores, foi batizada e rezada a primeira missa na capela, provavelmente pelo padre francês Arséne de Paris, ajudado por Claude D'Abbeville.

Em 5 de maio de 1829, a Câmara pediu ao Presidente a construção de uma igreja, por ter desabado a que havia. A reconstrução da igrejinha do Vinhais foi feita por D. Marcos Antonio de Souza, concluída antes de 1838, pois ao fim deste ano pede para ser enterrado nela, caso venha a falecer em São Luís. Em 1875, encontra-se novamente arruinada. Neste período, é mais uma vez reconstruída, recebendo a atual arquitetura.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Festejo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 2012




PROGRAMAÇÃO:

Todos os dias:

6:00h - Alvorada: toque dos Angelus;
12:00h e 18:00h - Toque dos Angelus;
18:30h - Acolhida dos grupos da Novena; Terço meditado
19:00h - Santa Missa com procissão e homenagem das flores à Padroeira; Entronização da Palavra; Ofertório Solidário e Novena; a seguir Festa da Comunidade.                                                                                           

 

DESTAQUES:

Missa dos Doentes: 20/10 às 8:30h;
Romaria das Crianças: 21/10 às 8:00h, saindo da igreja da Natividade para a Igreja Matriz;
Dia Festivo da Padroeira: 28/10;

O Sorteio da Padroeira acontecerá no dia 10 de Novembro de 2012.
P.S.: As cartelas estão à venda na Secretaria da Paróquia.

Informações: (98) 3311-0550


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Arquidiocese de São Luís do Maranhão convida para a ordenação de seus primeiros Diáconos Permanentes em novembro.

ORDENANDOS:
AFONSO JOSE DE SOUSA BEZERRA
ANTÔNIO PINHEIRO DE CASTRO FILHO
ANTONIO SOUSA ARAÚJO
CARLOS AUGUSTO M. SANTOS
CARLOS MAGNO DE R. ERICEIRA
DAVID M. NUNES JUNIOR
FLAVIO AIRTON RODRIGUES FERREIRA
FRANCISCO ALVES CAMELO
GEORGE HENRIQUE DOS SANTOS CASTRO
GETÚLIO SILVA
GUILHERME ALVES MORAES
JOÃO CAPISTRANO FONSECA
JOELSON MINEIRO REIS
JOSÉ DE RIBAMAR DESTERRO
JOSÉ DE RIBAMAR OLIVEIRA LIMA
JOSE DE RIBAMAR PEREIRA CAMPOS
JOSÉ RIBAMAR FERREIRA SILVA
JOSE RIBAMAR GONÇALVES DA SILVA
JOSÉ RIBAMAR RIBEIRO ROCHA
JUAREZ SOUZA MORAES
MARINALDO R. OLIVEIRA
ORLANDO PACHECO DE ANDRADE FILHO
PEDRO DE JESUS NUNES SILVA FILHO
PEDRO DE JESUS RABELO CARVALHO
RACHID MALUF NETO
RENATO FONTOURA
SEBASTIÃO DIAS LOBATO


domingo, 14 de outubro de 2012

VOCAÇÃO DIACONAL (PERMANENTE) CRESCE EM TODO O MUNDO


Do cmliturgo

De acordo com o ultimo Anuário Estatístico da Igreja, apresentado pelo Vaticano à imprensa, O número de diáconos permanentes, tanto diocesanos quanto religiosos, continua com tendência de crescimento elevado. Os diáconos permanentes são o grupo mais forte em evolução ao longo do tempo: de cerca de 28 mil em 2000, aumentou para 37 mil em 2008, em 2009 chegaram a 38.155 e em 2010 o aumento atingiu  o percentual de3,7% com relação ao ano anterior, chegando assim ao numero de 39.564 em todo o mundo.

Os diáconos permanentes estão presentes principalmente na América do Norte e na Europa (64,3% e 33,2%, respectivamente).com variação significativa de 33,7%. Na América do Norte o aumento é sustentado: em 2000 havia mais de 18 mil diáconos permanentes, enquanto em 2008 este número aumentou para 24 mil. Os dados revelam que  atualmente, no mundo, a vocação diaconal esta retomando seu vigor.

No site da Comissão Nacional dos Diáconos Permanentes: www.cnd.org.br, o padre Walter Goedert apresenta uma definição e comentários muito interessantes sobre a vocação, destaco o que ele escreve:

"Dado que o diácono permanente é simultaneamente pai e esposo, exerce uma profissão civil e se consagra à comunidade eclesial pelo sacramento da Ordem, sua vocação abrange vários aspectos. Na verdade, são três grandes dimensões: familiar, profissional e eclesial. Embora com desafios próprios, estas não deixam de contribuir positivamente para a realização da vocação diaconal.

Administrar esses desafios e colocá-los a serviço da missão constitui tarefa diária. É preciso maturidade para atribuir a cada função o peso certo no momento exato. A harmonização dos possíveis conflitos exige uma escala de valores ditada pela vivência dos sacramentos do Matrimônio e da Ordem, e pela responsabilidade profissional. Não se trata de privilegiar uma das dimensões em detrimento das outras; é preciso, mesmo dando prioridade momentânea a uma delas, buscar o equilíbrio. Sem essa harmonia não existe plena realização vocacional.

Uma vez que a vocação inclui aspectos sobrenaturais (é Deus quem chama e espera resposta), é necessário aplicar à vocação diaconal as características bíblicas do chamado. Vocação é antes de tudo, dom de Deus: "Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí profeta para as nações" (Jr 1,4-5). É também dom para a Igreja. Um bem para o vocacionado e para sua missão. Como dom, deve ser acolhido dentro das circunstâncias de tempo e de ambiente. Na avaliação da autenticidade de uma vocação devem ser levadas em consideração as aptidões objetivas do candidato, a livre determinação da vontade e a confirmação do chamado pela Igreja. Esse processo deve ser feito em estreita união com a família do candidato [ao diaconato], com a comunidade eclesial e com os responsáveis diretos pela formação diaconal.

A Sagrada Escritura revela, ainda, que o chamado acontece em vista de uma missão especifica. É convite pessoal que espera adesão consciente de fé e de vida, incluindo uma consagração particular a Deus em forma de serviço ao povo. Toda vocação constitui um serviço; o chamado ao diaconato o é de forma especial por ser o diácono sinal sacramental de Cristo-Servo.

O serviço, comum a todos os cristãos, o diácono o assume como função própria, da qual dá testemunho personalizado. Abraça a diaconia com toda a intensidade de sua vida, como algo que lhe diz particularmente respeito. João Paulo II afirma: "O diaconato empenha ao seguimento de Jesus, nesta atitude de serviço humilde que não só se exprime nas obras de caridade, mas investe e forja o modo de pensar e de agir" (L'Osservatore Romano, ed. portuguesa, n. 43 (24/10/93), p 12). Por isso, Puebla afirmou que a missão e a função do diácono não devem ser avaliados com critérios meramente pragmáticos, por estas ou aquelas funções [...]. O carisma do diácono é ser sinal sacramental de Cristo-Servo (P 697-698).

Embora a vocação surja de um chamado de Deus, Ele o faz, normalmente, por meio de caminhos ligados à realidade em que vivemos. O chamado é acolhido por homens concretos, cada qual com sua história, limitações e qualidades. Por conseguinte, o discernimento vocacional deve levar em consideração não só critérios objetivos, mas também requisitos pessoais, espirituais, familiares e comunitários ('Diretrizes para o diaconato permanente', 135-139). Devem ser considerados desde as tendências instintivas e os desejos íntimos até o modo de ser de cada um, seu ambiente, sua história."

A vocação, portanto, passa pelo discernimento da Igreja, que, como mãe, acolhe aqueles homens dispostos a dedicar a vida ao serviço da Igreja, ao povo de Deus.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Novidades sobre a saúde de Pe. Zezinho, scj

Hoje meu irmão e amigo, Pe. Zezinho, scj chegou de volta à comunidade do Conventinho, em Taubaté, onde reside desde a década de 1970. Como todos sabem, em setembro ele foi vítima de um AVC isquêmico provavelmente provocado pelo diabetes. Ficou hospitalizado e muito bem cuidado no Hospital Pio XII e depois no Antoninho da Rocha Marmo, em São José dos Campos. Ambos são uma iniciativa das Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada. Esta congregação sempre teve uma atenção especial da parte de Pe. Zezinho. Agora foi a vez de ele receber cuidados… não existem palavras para descrever o zelo e dedicação que ele recebeu das irmãs.
Bem… Pe. Zezinho chegou esta manhã e foi recebido com uma calorosa salva de palmas. Era visível a alegria de todos os 60 confrades que moram nesta casa, pela volta deste irmão maior que é referência na saúde e na doença. Desde o AVC ele luta para driblar lapsos de memória que afetam a continuidade de suas frase e às vezes lhe roubam palavras, nomes, sílabas ou letras que ficam faltando ou sobrando. Ficou um limite, sim! Mas seu ânimo continua sendo impressionante. Ele gasta cada minuto inventando modos criativos de mapear e driblar estas armadilhas mentais. Trata isso como uma espécie de jogo ou desafio pessoal. Continua não conseguindo cantar músicas como Oração pela Família. Mas sabe assoviar toda a melodia. Quando o vi, há dez dias, não cantava nada. Hoje ele cantou para mim os dois primeiros versos. Já lembra o nome de diversas pessoas. O meu não lembrou. Mas sabe exatamente quem sou e o que devendo para ele. Olha no celular e sabe que fui eu que liguei ou mandei mensagem. Com o celular na mão descobriu como recordar o nome das pessoas. Não consegui escapar.
O tempo dirá a velocidade da recuperação. Torcemos e rezamos para que ele logo consiga compor, digitar, criar, cantar etc. Agora é ter paciência e dedicar-se ao exercício de criar sinapses. Quando lhe perguntei como se sente ele me disse: “As palavras estão voltando”. Cada nome lembrado é uma vitória. Programamos fazer alguns coisas juntos: livros inacabados, canções incompletas, ideias em elaboração.
Antes de escrever esta crônica, conversei demoradamente com ele e perguntei o que achou do meu primeiro texto e se poderia escrever isso para as pessoas que perguntam sobre sua saúde. Ele me disse que gostou do que escrevi e que seguisse em frente. Após sua autorização e a aprovação dos meus superiores, escrevi. Não é para satisfazer apenas a curiosidade de alguns. Sei que a maioria das pessoas transforma estas informações em prece… e é disso que  Pe. Zezinho mais precisa nestes momento. O cuidado da comunidade, de seus familiares e de nossa enfermeira da comunidade, Carol, ele tem. Obrigado pela oração que você fará ao terminar de ler estes escritos.
Pe. Joãozinho, scj

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Bento XVI: A Reconciliação é a via mestra da Nova Evangelização

VATICANO, 07 Out. 12  (ACI/EWTN Noticias)

Na homilia da Missa celebrada na manhã deste domingo na ocasião em que o Papa Bento XVI, que inaugurou a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, assegurou que “deixar-se reconciliar com Deus e com o próximo é a via mestra da nova evangelização”.

O Sínodo dos Bispos deste ano tem como tema central “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
O Santo Padre precisou que “só purificados, os cristãos podem encontrar o legítimo orgulho da sua dignidade de filhos de Deus, criados à Sua imagem e redimidos pelo sangue precioso de Jesus Cristo, e podem experimentar a sua alegria, para compartilhá-la com todos, com os de perto e os de longe.”.
Bento XVI expressou que ao olhar o ideal da vida cristã, “expressado na chamada à santidade”, vemos com humildade “a fragilidade de muitos cristãos, antes, o seu pecado, pessoal e comunitário, que se apresenta como um grande obstáculo para a evangelização; e nos encoraja a reconhecer a força de Deus que, na fé, vem ao encontro da fraqueza humana.”.
“Portanto, não se pode falar da nova evangelização sem uma disposição sincera de conversão”, sublinhou.
O Santo Padre pediu aos Bispos participantes no Sínodo, no início da Assembléia, “acolher o convite a fixar os olhos no Senhor Jesus, ‘coroado de glória e honra por sua paixão e morte’”.
“A Palavra de Deus nos coloca diante do crucificado glorioso, de modo que toda a nossa vida e, em particular, o compromisso desta assembléia sinodal, se desenvolva na presença d’Ele e à luz do seu mistério. A evangelização, em todo tempo e lugar, teve sempre como ponto central e último Jesus, o Cristo, o Filho de Deus (cf. Mc 1,1); e o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, chamada à conversão e à reconciliação. Sejamos nós, Venerados Irmãos, os primeiros a ter o olhar do coração dirigido a Ele, deixando-nos purificar pela sua graça”.
Bento XVI assinalou que “o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, chamada à conversão e à reconciliação”.
“Sejamos nós, Venerados Irmãos, os primeiros a ter o olhar do coração dirigido a Ele, deixando-nos purificar pela sua graça”, alentou o Pontífice.
O Papa refletiu brevemente, sobre a «nova evangelização», relacionando-a com a evangelização ordinária e com a missão da gente.
“A Igreja existe para evangelizar. Fiéis ao mandamento do Senhor Jesus Cristo, seus discípulos partiram pelo mundo inteiro para anunciar a Boa Nova, fundando, por toda a parte, comunidades cristãs. Com o passar do tempo, essas comunidades tornaram-se Igrejas bem organizadas, com numerosos fiéis”, apontou o Santo Padre.
O Santo Padre também sublinhou durante sua homilia de forma especial “o tema do matrimônio”, pois merece “uma atenção especial”.
“O matrimônio se constitui, em si mesmo, um Evangelho, uma Boa Nova para o mundo de hoje, em particular para o mundo descristianizado. A união do homem e da mulher, o ser «uma só carne» na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloqüência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimônio, justamente nas regiões de antiga tradição cristã, está passando por uma profunda crise”.
“O matrimônio se fundamenta, enquanto união do amor fiel e indissolúvel, na graça que vem do Deus Uno e Trino, que em Cristo nos amou com um amor fiel até a Cruz. Hoje, somos capazes de compreender toda a verdade desta afirmação, em contraste com a dolorosa realidade de muitos matrimônios que, infelizmente, acabam mal”.
Bento XVI assinalou que existe uma “clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimônio. E, como a Igreja afirma e testemunha há muito tempo, o matrimônio é chamado a ser não apenas objeto, mas o sujeito da nova evangelização. Isso já se vê em muitas experiências ligadas a comunidades e movimentos, mas também se observa, cada vez mais, no tecido das dioceses e paróquias, como demonstrou o recente Encontro Mundial das Famílias”.
O Papa destacou que “a chamada universal à santidade é uma das idéias chave do renovado impulso que o Concílio Vaticano II deu à evangelização que, como tal, aplica-se a todos os cristãos. Os santos são os verdadeiros protagonistas da evangelização em todas as suas expressões”.
“Com sua intercessão e o exemplo de suas vidas, aberta à fantasia do Espírito Santo, mostram a beleza do Evangelho e da comunhão com Cristo às pessoas indiferentes ou inclusive hostis, e convidam aos crentes mornos, por dizê-lo assim, a que com alegria vivam de fé, esperança e caridade”, assinalou.
“Eles são, em particular, também os pioneiros e os impulsionadores da nova evangelização: pela sua intercessão e exemplo de vida, atentos à criatividade que vem do Espírito Santo, eles mostram às pessoas, indiferentes ou mesmo hostis, a beleza do Evangelho e da comunhão em Cristo; e convidam os fiéis, por assim dizer, tíbios, a viverem a alegria da fé, da esperança e da caridade; a redescobrirem o «gosto» da Palavra de Deus e dos Sacramentos, especialmente do Pão da Vida, a Eucaristia”, destacou também o Papa.
Ao finalizar sua homilia, Bento XVI encomendou a Deus os trabalhos da Assembléia sinodal, e invocou a intercessão dos grandes evangelizadores, entre os quais queremos contar com grande afeto o beato João Paulo II, cujo longo pontificado “foi também exemplo de nova evangelização”.
“Queridos irmãos e irmãs, confiamos a Deus o trabalho da Assembléia sinodal com o sentimento vivo da comunhão dos santos invocando, em particular, a intercessão dos grandes evangelizadores, dentre os quais queremos incluir com grande afeto, o Beato Papa João Paulo II, cujo longo pontificado foi também um exemplo da nova evangelização”.
“Colocamo-nos sob a proteção da Virgem Maria, Estrela da nova evangelização. Com ela, invocamos uma especial efusão do Espírito Santo, que ilumine do alto a Assembléia sinodal e torne-a fecunda para o caminho da Igreja, hoje no nosso tempo”, concluiu.
FONTE:bibliacatolica.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Protomártires do Brasil

DE: cancaonova.com

Protomártires do BrasilDentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros.

No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do Pe. André de Soveral. No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. 

Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho após a missa dominical no dia seguinte. Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares. 

A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria, não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza. 

Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi, e encontrou heróica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las. Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus. 

Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi. 

Dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário. 

Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia. 

Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento". 

A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados.


Protomártires do Brasil, rogai por nós!







Círio de Nazaré – Festa da Luz

De:arquidiocesedesaoluis.com.br

 
 
 
A Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, localizada no bairro Cohatrac, em São Luís do Maranhão, já elaborou a programação da peregrinação do Círio de Nazaré 2012 – Festa da Luz. De acordo com a programação, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, uma réplica da oficial, vai visitar todas as paróquias da Forania São Bendito, que reúne igrejas da zona rural da Arquidiocese de São Luís. Esta é a segunda vez que a paróquia realiza a peregrinação. A primeira foi por ocasião da celebração dos 15 anos do Círio de Nazaré em São Luís. Desta vez é para celebrar os 20 anos da presença da festa religiosa.
Recebem a Imagem Peregrina, as paróquias Nossa Senhora Aparecida do Munim (cidade de Morros), Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem (cidade de Bacabeira), Nossa Senhora da Conceição (cidade de Icatu), Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (cidade de Rosário), Nossa Senhora da Saúde e Santo Antônio (cidades de Axixá e Juscelino), São José do Periá (cidade de Humberto de Campos), Santa Rita de Cássia (cidade de Santa Rita) e Santo Amaro (cidade de Santo Amaro e Primeira Cruz).
Segundo a Comissão do Círio, quatro casais que formam (Clemes e Adélia, Osmar e Nádia, Bezerra e Rosa e Bispo e Valdinez) a equipes responsáveis pela peregrinação. Está marcada para o dia 19, às 19h30, na Igreja Matriz, a missa do envio da equipe de peregrinação da Forania São Benedito. Também serão enviadas a equipes que realizam a peregrinação na área da paróquia.
“É com muito amor e carinho que a gente participa dessa peregrinação na forania. Esperamos que Nossa Senhora visite todas as famílias por onde passar, que não fique apenas ma igreja matriz”, disse Clemes, que é da equipe de peregrinação externa.
Está marcada para o dia 02 de outubro a missa que marca o encerramento das peregrinações. A celebração será às 19h, na Igrejas Matriz Nossa Senhora de Nazaré. No dia 04 começa o Círio de Nazaré 2012 – Festa da Luz.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

São Cosme e São Damião : A verdadeira história.


Fonte: cancaonova.com

26 de Setembro


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São Cosme e São DamiãoHoje, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: Cosme e Damião. Eram irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação da vida. Viveram no Oriente e, desde jovens, eram habilidosos médicos. Com a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma.

Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano, no ano 300 da era cristã, foram presos pois eram considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista esta acusação, a resposta deles era sempre:

"Nós curamos as doenças, em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!"

Diante da insistência, quanto à adoração aos deuses, responderam: "Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!"

Jamais abandonaram a fé e foram decapitados em 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.


São Cosme e São Damião, rogai por nós!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

‘Não se pode instrumentalizar a religião para obter voto’, diz presidente da CNBB

"A posição da Igreja Católica, enquanto instituição, é de que não deve assumir nenhuma posição político-partidária. O papa Bento XVI, numa de suas encíclicas, Deus É Amor, foi muito claro ao dizer que a Igreja não pode nem deve tomar nas suas mãos a batalha política. Isso é próprio dos políticos, dos leigos. A Igreja não pode ter pretensões de poder."
 

Cardeal Raymundo Damasceno afirma em entrevista que ‘não cabe às igrejas assumir papel partidário’


Roldão Arruda, de  O Estado de S. Paulo
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, afirmou na sexta-feira, 14,em entrevista ao Estado que "não se pode instrumentalizar a religião para angariar votos". O cardeal disse ainda que "no mundo democrático não cabe à igreja assumir papel político-partidário".
 
D. Raymundo defende que isenção política deveria pautar todas as igrejas - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
D. Raymundo defende que isenção política deveria pautar todas as igrejas
As declarações do presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida ocorrem um dia após a divulgação de uma nota da Arquidiocese de São Paulo com ataques ao PRB, partido de Celso Russomanno, líder nas pesquisas.
O texto, redigido a pedido do arcebispo d. Odilo Scherer, acusa diretamente o presidente do partido e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira, pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Diz que ele, em artigo publicado em maio de 2011, fomentou a discórdia e fez críticas destemperadas aos católicos – texto publicado no blog de Pereira vinculava a Igreja Católica ao chamado "kit gay", material que se propunha a combater a homofobia. "Se já fomentam a discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem pelo voto?", disse a nota da Arquidiocese de São Paulo.
Apesar de ter sido publicado há um ano e meio, o artigo do presidente do PRB voltou a circular nas redes sociais depois que um usuário falso no Twitter passou a enviá-lo várias vezes ao dia a padres e ao perfil do próprio arcebispo. A página falsa foi criada no dia 10 e só publicou mensagens sobre o texto de Pereira.
Na sexta, ao comentar a mistura entre religião e política na campanha eleitoral de São Paulo, d. Raymundo foi enfático: "A posição da Igreja Católica, enquanto instituição, é de que não deve assumir nenhuma posição político-partidária. O papa Bento 16, numa de suas encíclicas, Deus É Amor, foi muito claro ao dizer que a Igreja não pode nem deve tomar nas suas mãos a batalha política. Isso é próprio dos políticos, dos leigos. A Igreja não pode ter pretensões de poder."
Indagado se tal posicionamento deveria valer para outras igrejas, respondeu: "Dentro da minha perspectiva, valeria. No mundo democrático, o papel que cabe ao Estado e aos leigos não é o mesmo da igreja, cuja função é de orientar o eleitor." Ainda segundo o líder da CNBB, "não cabe à igreja assumir papel de protagonista no campo político".
D. Raymundo contou que, assim como líderes evangélicos, também é procurado por políticos de diferentes partidos e que essas visitas são mais frequentes nos períodos de eleições para governador e presidente.
"Sempre o fazem de maneira discreta, sem fotógrafos, nem assessores de imprensa", disse. "Vêm para dialogar e mostrar seus projetos. Eu sempre digo que podem contar com o meu apoio em tudo aquilo que diz respeito ao bem da cidade e da população, independentemente de seu partido. Não podemos instrumentalizar a religião para angariar votos, evidentemente."
O presidente da CNBB não quis comentar diretamente a nota divulgada pela Arquidiocese de São Paulo, alegando que não havia tido acesso à sua íntegra.
Acompanhamento.D. Raymundo disse que a Igreja acompanha o processo eleitoral em todo o País, com orientações para o voto consciente e estímulos aos leigos que desejam participar como candidato. "A Igreja estimula, apoia, vê com bons olhos o leigo que se sente chamado para a política", afirmou. "Queremos que ele não tenha medo de assumir posições político-partidárias. Isso é fundamental, porque a sociedade justa vai ser resultado da ação de homens políticos, homens públicos. Eles é que devem trabalhar para uma sociedade mais solidária."

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Centenas de fiéis participaram do Tríduo do Sangue de Jesus nas sede da RCC em São Luís-MA.

Por Virgínia Ferreira


Encontro contou com a participação de precursor da Renovação Carismática no Brasil, Pe. Eduardo Dougherty
Neste fim de semana, 22 e 23, a Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de São Luís reuniu centenas de fiéis na sede do movimento, no bairro do Angelim, durante a realização do Tríduo do Sangue de Jesus, conduzido pelo sacerdote jesuíta Eduardo Dougherty, religioso que trouxe a Renovação Carismática para o Brasil.

Fundador da Associação do Senhor Jesus e presidente da TV Século XXI, Pe.Eduardo também foi um dos responsáveis pela implantação da RCC na Arquidiocese de São Luís, no ano de 1980.

“A presença de padre Eduardo em nosso meio é um momento muito especial de oração. Notavelmente ele tem sido alguém usado por Deus para realizar na vida de muitas pessoas curas e transformações e neste final de semana não foi diferente. É bom saber que a Igreja Católica possui sacerdotes tão entregues a obra de Deus como padre Eduardo!”, declarou Adriana Duarte, participante do encontro.

Conhecido como movimento pentecostal dentro da Igreja Católica, a Renovação Carismática tem como espiritualidade o Batismo no Espírito Santo, e como célula base os grupos de oração, que multiplicam esta experiência aos seus participantes. Em São Luís, são 105 grupos de oração que semanalmente reúnem aproximadamente seis mil carismáticos e pessoas que simpatizam com o movimento.

“Eu não tenho uma cura física para pedir, mas vim participar do encontro porque tenho me sentido longe da Igreja. Sempre fui católica, mas vejo neste clamor em conjunto que vivo na RCC uma oportunidade de renovar a fé”, afirma Maria de Fátima, que disse que voltará para participar da missa de Cura e Libertação.

Na próxima terça-feira, 25, a RCC pretende reunir cerca de duas mil pessoas na sede do movimento, durante missa presidida por Pe. Eduardo Dougherty, sj, que realizará uma celebração com orações dedicadas a pedidos de cura e libertação dos participantes.

Conheça a história de Frei Sinibaldi, que deu a vida por salvar 17 jovens da morte.


FREI DO AMOR E DA BONDADE »

Publicação: 23/09/2012 09:37
 (Neidson Moreira/OIMP/DA Press)
Evangelizar, acolher e consolar os excluídos da sociedade fazia parte da missão franciscana do frei italiano Antonio Sinibaldi. Desde sua chegada em São Luís, em 1971, o frei se dedicou a evangelização de jovens, crianças carentes e prostitutas, abraçando com amor os necessitados de uma palavra de carinho, solidariedade e amizade. Sinibaldi pode ser o primeiro beato em terras maranhenses se ocorrer o testemunho de um milagre seguido de comprovação cientifica. O processo de beatificação,comandado pelos freis da Paróquia de São Francisco de Assis, já investigou a vida de Sinibaldi, recolheu vários objetos pessoais, ouviu testemunhos do exercício da caridade, depoimentos dos jovens salvos por ele no acidente marítimo e, para ser encerrado, aguarda somente o aparecimento de um milagre. "Alguém precisa relatar, que após diversas orações ao frei, foi curado de uma grave doença. Mas este milagre precisa ser comprovado cientificamente com a exposição de exames. Quando isto ocorrer, aí sim o frei Antonio será beatificado. Vale explicar que não existe um prazo para este milagre acontecer, a qualquer momento o testemunho de um milagre pode surgir", esclareceu frei Valdo Nogueira, um dos responsáveis pelo recolhimento de material do processo de beatificação.

Matilde Vieira, Reza no tumulo do Frei Antonio Sinibaldi. (Neidson Moreira/OIMP/DA Press)
Matilde Vieira, Reza no tumulo do Frei Antonio Sinibaldi.


Fundador e pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, Sinibaldi desenvolveu na comunidade do São Francisco, Renascença e adjacências, projetos sociais de resgate da auto-estima, como "Ninho", ensinamentos de liturgia a jovens marginalizados e ainda, criou duas creches escolares para acolher os filhos de famílias carentes. 

Durante 16 anos que ficou em São Luís, frei Antonio Sinibaldi esteve à frente da Missão São Boaventura no Maranhão, atuando como ministro e servo da comunidade, foi um dos professores mais aplicados do Centro de teologia do Maranhão ao lecionar a disciplina Liturgia. Com seu dedicado trabalho foi convidado por Dom Paulo Pontes, Arcebispo de São Luís naquela época, para coordenar o movimento das pastorais a nível de Arquidiocese. Esteve também presente junto à Comunidade do Colégio Santa Teresa, acolhendo as mulheres excluídas da sociedade, as prostitutas do projeto social desenvolvido por ele e denominado de "Ninho".

Seguidor do Pai São Francisco, corria em suas veias um sangue fraterno e protetor dos menores e desamparados, e é ali, nos menores de rua do bairro São Francisco, que o frei encontra seus filhos sedentos, não só de alimento, mas de braços acolhedores e de caridade fraterna.

Àqueles que conviveram com Sinibaldi relatam sua bondade, paciência e serenidade. Manoel Rego, morador do São Francisco há mais de 30 anos, contou que ao chegar em São Luís não tinha onde morar e juntamente a outras famílias construíram pequenos barracos em uma travessa do São Francisco, mas que meses depois foram expulsos por ordem do governo. No entanto, frei Antonio Sinibaldi lutou pela moradia daqueles necessitados e ajudou as famílias na construção de um conjunto localizado na travessa 4 do mesmo bairro. "O frei era um homem abençoado, muito querido por todos da comunidade, sua vida foi dedicada a fazer o bem pelo próximo. Eu era muito jovem e humilde quando cheguei à São Luís, e se não fosse ele muita gente como eu não teria ficado aqui no bairro. Devo não só minha moradia a ele, mas também a educação dos meus três filhos que estudaram na creche fundada por ele", disse Manoel. Continua na página 02.
 (Neidson Moreira/OIMP/DA Press)



ACIDENTE
Era manhã do dia 07 de setembro do ano de 1987, 17 jovens animados saíam de suas casas para conhecer a Ilha do Meio, hoje denominada de Ilha do Medo, localizada na baía de São Marcos. O passeio organizado pelo frei Antonio Sinibaldi, reuniu não só jovens da Paróquia de São Francisco de Assis, mas também jovens carentes de comunidades próximas. A intenção do frei, além de conhecer o local, era realizar uma missa ao ar livre. Dália do Socorro Aranha, hoje com 43 anos, era uma das jovens que sobreviveu ao naufrágio. Dália conta que todos estavam muito felizes por serem os primeiros jovens do bairro a conhecer a Ilha do Medo, mas que ao avistarem a pequena canoa de mastro que os transportaria até a ilha, receio e temor tomaram conta dos jovens. "A canoa era pequena demais para levar 17 jovens e o frei. Quem ia remar era um senhor com o filho pequeno, ou seja, não havia segurança. Mas mesmo assim, resolvemos arriscar e entramos, mesmo receosos, na canoa".

Durante o percurso, os jovens cantarolavam e o frei sorria ao ver a alegria daqueles que tanto zelava. Em um determinado momento do trajeto, o vento forte balançou três vezes o mastro, e em uma delas, o frei se machucou. "Ficamos com mais medo ainda e preocupados com o que viria pela frente. De repente, outro vento forte nos assolou e a canoa emborcou. Foi aquele desespero para se salvar, gritos, choro, e nada mais podia ser feito para evitar o acidente", relatou Dália.

Diante do caos, graças à coragem de Frei Antonio, exímio nadador, campeão de natação na Itália, retirou cada jovem das turbulentas águas. Assim, os 17 jovens foram salvos pelo frei Antonio Sinibaldi. "Ele ia e voltava para margem, salvando um por um. Era uma cena emocionante diante do tamanho sacrifício que ele fez", lembrou Dália.

Devido o extremo esforço físico para resgatar cada jovem, o frade franciscano, que usou de caridade em vida, foi vencido pelo cansaço. Seu coração fadigado não resiste e ele sofre em pleno mar um ataque cardíaco. "Quando olhei ele estava com a cabeça baixa e todos gritavam: o frei morreu, o frei morreu". Frei Antonio Sinibaldi, em um ato heróico e cristão, não poupando suas últimas forças, doou sua vida para salvar outras.

Assim, Frei Antonio parte feliz depois de uma vida cheia de dedicação ao próximo e caridade. Após a permissão de seus parentes da Itália, os paroquianos quiseram como forma de gratidão por todo bem realizado, depositar seu corpo em uma singela tumba do lado do presbitério da Igreja em que trabalhou durante 16 anos. 

Seu corpo permanece em um jardim idealizado por ele mesmo no interior da Paróquia São Francisco de Assis.A vida, os projetos sociais e os feitos de caridade de Frei Antonio Sinibaldi são lembrados por aqueles que conviveram com ele e preservam na memória a bondade de um autêntico franciscano que, como prova de amor ao próximo, abdicou de sua vida. 

Dália lembra que ao retirarem o corpo do frei, nenhum de seus trajes e pertences haviam se perdido no mar. "Ele saiu das águas vestido do mesmo jeito que entrou, calça jeans, camisa rosa e chinelo franciscano. Nada dele foi perdido, isso é um fato interessante".
Hoje, Dália é coordenadora de catequese da Paróquia de São Francisco de Assis e passa aos jovens e crianças que catequiza a mensagem de amor deixada pelo frei Antonio Sinibaldi. "Paz, solidariedade e amor ao próximo, é tudo que podemos fazer nesta vida".