quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

CNBB convoca população para caminhada pela paz no Maranhão


Publicação: 23/01/2014 09:57

 
O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, após encontro com a presidenta Dilma Rousseff
O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, após encontro com a presidenta Dilma Rousseff
O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, disse ontem (22) que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organiza para o dia 2 de fevereiro uma caminhada no Maranhão. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas no sistema penitenciário do estado. Segundo ele, assim como a população, os bispos do Maranhão estão preocupados com a situação.

“Essa questão dos presídios é uma questão ainda não resolvida em nosso país. Por mais que haja novos presídios, novas tentativas, ainda não conseguimos resolver como fazer com que as pessoas sejam reeducadas, tenham uma maneira nova de convivência, que possam voltar para a sociedade. Os bispos do Maranhão, vendo o que está acontecendo, têm toda a necessidade de chamar a atenção para tentar resolver ou, pelo menos, encaminhar alguma solução”, destacou, ao sair de encontro com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Além disso, de acordo com o arcebispo, eleito recentemente cardeal pelo papa Francisco, a Igreja pretende incrementar as parcerias nas ações de combate às drogas para “aumentar a qualidade de vida das pessoas”.

Dom Orani Tempesta esteve com a presidenta durante a manhã. “Vim para agradecê-la pelas mensagens que mandou por ocasião da minha nomeação, da minha eleição, seja pelo Twitter, seja pela televisão. Ela foi muito gentil ao falar ao povo todo na sua mensagem [à Rede Vida]. [Vim também] convidá-la para ir nos dias 22 e 23 [de fevereiro] a Roma para o Consistório, para a celebração do santo papa. Ela ficou bastante animada e talvez, se conseguir possibilidade, também irá a Roma.”

Durante o encontro, a presidenta relembrou com entusiamo a Jornada Mundial da Juventude. Sem dar detalhes, o cardeal disse que a ajuda financeira enviada pelo papa ainda está sendo transferida para pagar a dívida deixada pelo evento. Segundo ele, aos poucos o valor será quitado, mas ainda restarão outros empréstimos. O cardeal disse que o tema eleições não foi tratado durante a conversa. Lembrou, no entanto, que a Igreja vai continuar trabalhando para esclarecer as pessoas para que tenham consciência na hora de votar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CARTA DOS BISPOS AO POVO DO MARANHÃO.

A nossa sociedade está se tornando cada vez mais violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo econômico-social que está sendo construído."

Ao Povo de Deus... - e a todas as pessoas de boa vontade
“Justiça e paz se abraçarão” (Sl 85,11)

... Ainda estão vivas em nós a forte emoção e dor, provocadas pelos últimos acontecimentos no Estado do Maranhão – a morte violenta da Ana Clara, criança de seis anos que faleceu após ter seu corpo queimado nos ataques a ônibus; os cruéis assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas; o clima de terror e medo vivido na cidade de São Luís.

... A nossa sociedade está se tornando cada vez mais violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo econômico-social que está sendo construído.

A agressão está presente na expulsão do homem do campo; na concentração das terras nas mãos de poucos; nos despejos em bairros pobres e periferias de nossas cidades; nos altos índices de trabalhadores que vivem em situações de exploração extrema, no trabalho escravo; no extermínio dos jovens; na auto-destruição pelas drogas; na prostituição e exploração sexual; no desrespeito aos territórios de indígenas e quilombolas; no uso predatório da natureza.

... Esta cultura da violência, aliada à morosidade da Justiça e à ausência de políticas públicas, resulta em cárceres cheios de jovens, em sua maioria negros e pobres. O nosso sistema prisional não reeduca estes jovens. Ao contrário, a penitenciária transformou-se em uma universidade do crime. Não nos devolve cidadãos recuperados, mas pessoas na sua maioria ainda mais frustradas que veem na vida do crime a única saída para o seu futuro.
... Vivemos num Estado que erradicou a febre aftosa do gado, mas que não é capaz de eliminar doenças tão antigas como a hanseníase, a tuberculose e a leishmaniose.

É verdade que a riqueza no Maranhão aumentou. Está, porém, acumulada em mãos de poucos, crescendo a desigualdade social. Os índices de desenvolvimento humano permanecem entre os mais baixos do Brasil.
... Não é este o Estado que Deus quer. Não é este o Estado que nós queremos! Como discípulos missionários de Jesus, estamos comprometidos, junto a todas as pessoas de boa vontade, na construção de uma sociedade fraterna e solidária, sem desigualdades, sem exclusão e sem violência, onde a “justiça e a paz se abraçarão” (Sl 85,11 ) .

... A cultura do amor e paz, que tanto almejamos, é um dom de Deus, mas é também tarefa nossa. Nós, bispos do Maranhão, convocamos aos fieis católicos e a todas as pessoas que buscam um mundo melhor a realizarem um gesto concreto no próximo dia 2 de fevereiro, como expressão do nosso compromisso com a justiça e a paz. Neste dia – Festa da Apresentação do Senhor, Luz do mundo, e de Nossa Senhora das Candeias –, pedimos que se realize em todas as comunidades uma caminhada silenciosa à luz de velas, por ocasião da celebração. Às pessoas comprometidas com esta causa e às que não puderem participar da celebração sugerimos que acendam uma vela em frente à sua residência, como sinal do seu empenho em favor da paz.

Invocando a proteção de Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogamos que o Espírito nos oriente no sentido de assumirmos nossa responsabilidade social e política para construirmos uma sociedade de irmãs e irmãos que convivam na igualdade, na fraternidade e na paz.

Centro de Formação de Mangabeiras-Pinheiro - MA, 15 de janeiro de 2014
Dom Armando Martin Gutierrez (Bispo de Bacabal)
Dom Carlo Ellena (Bispo de Zé Doca)
Dom Élio Rama (Bispo de Pinheiro)
Dom Enemésio Lazzaris (Bispo de Balsas)
Dom Franco Cuter (Bispo de Grajau)
Dom Gilberto Pastana de Oliveira (Bispo de Imperatriz)
Dom José Belisário da Silva (Arcebispo de Sao Luis)
Dom José Soares Filho (Bispo de Carolina)
Dom José Valdeci Santos Mendes (Bispo de Brejo)
Dom Sebastião Bandeira Coêlho (Bispo de Coroata)
Dom Sebastião Lima Duarte (Bispo de Viana)
Dom Vilsom Basso (Bispo de Caxias)
Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges (Bispo emérito da Diocese de Viana).

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Por Ana Clara, que o Maranhão reze pela Paz no próximo Domingo.

Sugiro que no próximo Domingo, 7º dia do falecimento da menina Ana clara, em todas as Dioceses e Paróquias do Maranhão, sejam celebradas Missas em sufrágio de sua alma e por todas as vítimas da violência em nosso estado. Que todos usem vestes e lenços brancos, coloquem fitas brancas em seus veículos como sinal de apelo à Paz...

Mais uma criança perde a vida...
Mais uma esperança tolhida...
E que aqui neste mundo, possamos realizar seus sonhos de menina, para as outras crianças que sonharam como você.
Descanse em paz, Ana Clara, ao lado dos anjos, nos braços de Deus...
Diácono George Castro

VEJA A MATÉRIA DE  O ESTADÃO, ABAIXO:

Fonte:estadao.com.br

Morre menina de 6 anos queimada em ataques a ônibus no Maranhão


Outras quatro vítimas dos atentados, entre elas a mãe e a irmã de Ana Clara Santos, seguem internadas

Ernesto Batista - Especial para o Estado
SÃO LUÍS - A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, uma das cinco vítimas dos atentatos a ônibus e a delegacias em São Luís, não resistiu aos ferimentos e morreu às 6h50 desta segunda-feira, 6. Ela era apontada como a paciente em estado mais grave entre os feridos nos ataques de organizações criminosas registrados na capital maranhense desde sexta-feira, 3. A criança teve 95% do corpo queimado, chegou a ser operada e colocada em ventilação mecânica na UTI Pediátrica do Hospital Estadual Juvêncio Matos. A mãe de Ana Clara e a irmã mais nova também sofreram queimaduras no atentado ao ônibus  na Vila Sarney e estão internadas em hospitais diferentes de São Luís.
Os ataques são considerados uma consequência da crise do sistema penitenciário do Maranhão. No domingo, o Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais para isolar os presos que, de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, estariam ordenando as ações criminosas. Desde o ano passado, 62 detentos foram mortos dentro do presídio.
Também nesta manhã, a Polícia Militar do Maranhão anunciou que prendeu mais seis acusados de participar dos atentados a ônibus e delegacias em São Luís, capital do Estado. Com essas novas detenções sobe para 17 o número de suspeitos de participar das ações criminosas. Dois deles são adolescentes.

Os seis homens foram detidos durante uma operação policial na Vila Sarney e agora também deverão ser denunciados por homicídio pela morte da criança. Quando foram detidos, os suspeitos estavam escondidos em um matagal. Eles são apontados como os criminosos que organizaram e executaram o único ataque que deixou vítimas: o que resultou no incêndio de um ônibus na Vila Sarney e deixou, na ocasião, cinco pessoas feridas, entre elas Ana Clara, sua mãe e irmã e dois adultos. 
A versão da polícia é corroborada pelo fato de um dos detidos apresentar queimaduras pelo corpo. Os nomes destes seis acusados não foram divulgados.  Eles deverão ser apresentados junto com outro homem preso acusado de participar do atentado à 8º Delegacia de Polícia, localizado no bairro da Liberdade, conhecido como uma das áreas disputadas por facções criminosas ligado ao tráfico de drogas.
Vítimas. Segundo os últimos boletins médicos divulgados pelos hospitais onde quatro vítimas seguem internadas, uma delas ainda corre risco de morte.  Todas ainda recebem cuidados médicos intensivos.

A menina Lorane Beatriz Santos, de  1 ano e 5 meses, irmã de Ana Clara, apresenta queimaduras em 20% do corpo: pernas e braço esquerdo. O quadro clínico, divulgado pelo Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos, é estável e ela encontra-se em um leito de isolamento da enfermaria pediátrica.

A mãe das duas crianças vitimadas, Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, está com 40% do corpo queimado, permanece internada em unidade intermediária de outro hospital e foi submetida a curativo cirúrgico no domingo, 5. Ela e os outros adultos estão internados em outro hospital da capital, Tarquínio Lopes, que é a unidade hospitalar de referência para tratamento de queimados na capital.

Abiancy Silva dos Santos, de 35 anos, está internada na enfermaria, com queimadura de segundo grau em membro superior direito e abdome, quadro clínico estável e também passou por procedimentos cirúrgicos.

Já Márcio Ronny da Cruz Nunes, de 37anos, tem queimaduras em 72% de seu corpo e está internado em UTI em estado grave. Márcio foi descrito por testemunhas como um herói por ter sido ele quem retirou a menina de 6 anos de dentro do ônibus incendiado na Vila Sarney.

Segundo as testemunhas e parentes da vítima, Márcio Ronny, que é pai de cinco filhos, voltava do trabalho, onde atuava como entregador de frango abatido, quando o ônibus em que estava foi parado pelos bandidos. Ele teria conseguido sair a tempo, antes dos bandidos atearem fogo ao veículo, porém ficou para ajudar Juliene e as filhas a escaparem.
"A calça que ele vestia estava encharcada de gasolina. Ele me falou que só demorou a sair porque estava tentando salvar as crianças. Uma delas ele retirou do ônibus. Acho que foi a menina de 6 anos. Ele sempre cuidou bem dos filhos e acho que, por isso, agiu assim. Se não tivessem as crianças, ele teria saído logo", conta a irmã, Maria da Conceição Nunes, que é cobradora de ônibus.
Operação. No domingo, a polícia maranhense montou uma grande operação na cidade, envolvendo 400 PMs e 150 policiais civis, para conter a onde de ataques e atentados. Segundo a Polícia Militar, as ações também são uma resposta aos argumentos do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, que, alegando falta de segurança, impediu a circulação de ônibus em São Luís na noite de sábado e domingo, o que deixou a cidade sem transporte coletivo desde as 18h nos dois dias.
Na manhã desta segunda-feira, 6, apesar de os coletivos retornarem às ruas a partir das 6 horas, houve confusão. Muitos ônibus passaram fora do horário e houve briga entre passageiros para conseguir um lugar.

“Todas as vezes que o ônibus atrasa é uma disputa para quem precisa bater ponto. É uma guerra para embarcar. Tem gente que puxa outros passageiros, tem empurra-empurra na hora de embarcar. Muito difícil. No retorno para casa será a mesma coisa, porque os cobradores e motoristas disseram na viagem que vão parar às 18 horas hoje também”, cotou a doméstica Cláudia Nascimento, que precisa tomar duas conduções para chegar ao trabalho.

Nesta terça-feira, 7, uma reunião entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Maranhão (STTREM), Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) deve avaliar a possibilidade de retorno da circulação da frota à noite.

Houve uma tentativa de reunião organizada pela cúpula da PM, ainda no sábado, porém os rodoviários não enviaram representantes para negociar. Nesta manhã, representantes da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão tentarão uma nova reunião com rodoviários e empresários do segmento para discutir a situação e tentar evitar nova paralisação dos coletivos. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pe. Zezinho fala pela primeira vez sobre seu estado de saúde

DO  Blog do Pe. Joãzinho, SCJ.
Desde que Pe. Zezinho teve um AVC, em setembro de 2012, dei notícias sobre seu estado de saúde com autorização dele próprio e de meus superiores na Congregação dos Padres do Coração de Jesus, da qual fazemos partes. Todos sabem que somos confrades de comunidade no Convento SCJ, em Taubaté. A parada obrigatória foi a oportunidade para fazer uma revisão total de saúde, no alto dos seus 70 anos. Hoje, pela primeira vez, Pe. Zezinho publicou em seu faceboock um longo relato sobre a sua situação de saúde. Leia em prece.

ESTA DOENÇA CHAMADA CÂNCER 
1
Neste Natal recebi uma boa notícia. Posso me preocupar menos com esta enfermidade, chamada câncer, uma vez que já carrego um AVC e um diabetes sempre prontos a me balançar! Meus amigos me perguntavam se a notícia não me abalava. De fato, não! Tive mãe e pai estóicos e paralíticos e aprendi muito com eles. Isto não me faz mais santo que os outros, mas me ensinou a encarar a vida sem ser trágico. Já cantei a respeito deles que ter problemas na vida não e ter vida infeliz!
Depois de três riscos de morte, três acidentes , um dos quais um Acidente Vascular Cerebral que tirou de circulação por mais de um ano, e às vezes dribla minha fala, eu me considero um missionário sem barcos, nem aviões, com menos microfones e quase nenhuma câmara! Mas ainda estou na ativa! Grato por quem orou por mim! Não mereço, mas ganhei mais do que mereço.
2
Mas penso nos outros que carregam esta disfunção! Há crianças, adolescentes, jovens, adultos, anciãos a enfrentar o câncer. Outras doenças também matam com dores até mais martirizantes. Mas é do câncer que mais se tem medo. O diagnóstico sempre preocupa. São células rebeldes que precisam retroceder para não contaminar as células sadias.
Sofrem de câncer o menino, a menina, o jovem, avô, avó, tio e tia, namorados, atletas, bandidos, santos, governantes, artistas, ricos e pobres, médicos e até pregadores que diziam que Jesus cura seus fiéis e seus familiares!
3
Uma disfunção do corpo devora as células de tal maneira que as células vão sendo comprometidas antes do coração e do cérebro. Em muitíssimos casos, os fármacos, uma cirurgia, um milagre revitalizam as células e a pessoa recupera a vitalidade e sobrevive. Cada filho ou filha de Deus atingida por esta enfermidade reage como é, ou como aprendeu a reagir.
O fato é que, no dia em que o médico sereno e amigo nos diz que seu corpo está perdendo células vitais em determinada região do corpo , se for o seu caso, vc sabe que tem mais alguns meses, ou muitos anos de vida. Mas é apenas uma possibilidade. Pode haver revitalização ou não; pode haver milagre ou não. Aí entra a calma e a fé! Milagres acontecem! Oração funciona! E nem sempre só os bonzinhos e gentis são curados. Pecadores também! É aí que a chance aumenta!
4
Procurar clínicas, ir a um lugar de romaria, um templo, pedir mais alguns de vida, procurar um pregador que apregoa curas no seu templo na mais igreja, pedir intercessão, tudo isso é ótimo.
Mas quando se crê que o autor da vida é Deus, talvez a atitude mais certa é manter a calma e seguir as orientações dos médicos e médicas. Como poucos sobreviverão mais de 80 anos, convêm conversar com aquele que nos criou e colocar corpo e espírito no colo dele. As células ou nos levarão, ou esperarão. Mas estaremos em paz se entendermos que se trata de uma passagem.
5
Se estou morrendo? Não! Os médicos não mentem para mim, nem para meus superiores religiosos. O que sei é que o tratamento é de qualidade. E os médicos ficaram alegres. São queridos. Todos e todas. As Irmãs PMMI são serenas e competentes. Daqui a alguns meses direi se as células foram controladas. Veremos enquanto oro e ajudo meu povo a pensar .
Mas não tenham pena de mim. Pensem nos que perderam a paz por causa dessas células. Eu continuo crescendo como pessoa e como pregador diante de mais este desafio. Não foi o único e provavelmente não será o último! Todo mundo passou ou passará por desafios.
6
Ele sabe e eu também acho que sei que a decisão é Dele! Oro por todos que deitam naquelas máquinas ou recebem aquelas injeções mensais! A maioria encara o tratamento com serenidade!
Agora que meus médicos dizem que estou fora deste perigo, mas que terei que me cuidar para sempre, desejo o mesmo a todos.
Aguardem mensagens e cds a respeito . É uma das razões porque estou guardando silêncio até 31 de janeiro. Orem comigo. Oro com vocês em minhas liturgias! Grato!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

JOÃO LUIZ É O NOVO COORDENADOR DA RCC DO MARANHÃO.


JOÃO LUIZ FARIAS

altJoão Luiz Farias, atual coordenador do Ministério de Pregação da Renovação Carismática Católica do Maranhão, é o novo presidente do Conselho Estadual da RCC, para o biênio 2014-2015. Ele sucede o diácono Francisco Camêlo que, até o final de 2013, preside o Conselho diocesano da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, e marcou a história do Movimento no Estado, como primeiro conselheiro que se tornou diácono durante o processo de coordenação.
A escolha aconteceu nesse final de semana, 30 de novembro e 1 de dezembro, na Casa de Encontro das Irmãs da Misericórdia, durante Assembleia Estadual.
Sobre o novo presidente 
João Luiz Farias é casado e pai de duas filhas, que junto com a esposa também participam da RCC, na Arquidiocese de São Luís do Maranhão, no Grupo de Oração Estrela da Manhã, na Igreja Menino Jesus de Praga. Atualmente está à frente do Ministério de Pregação no Estado, missão que assumiu em 2010.
“Com a graça de Maria e a passagem da apresentação do Anjo a Nossa Senhora eu quero que consagremos nosso estado a Nossa Senhora. E peço que Maria nos dê força!”. (João Luiz, novo presidente do Conselho Estadual da RCC Maranhão).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

NOVA TURMA DE DIÁCONOS!

 Por: Bento Leite
 FONTE:facebook.com/Arquidiocese de São Luís-ma
 Foto: facebook.com / Cláudio Cruz
Durante reunião com diáconos permanentes na noite de ontem, 21, o arcebispo de São Luís, dom José Belisário da Silva, anunciou que “é preciso partir para a segunda turma de diáconos”. “Esse é o nosso encaminhamento concreto: dar início à nova turma”, pontuou. Dom José Belisário explicou que ao longo de 2014 será realizado um processo vocacional para começar a nova turma em 2015. O processo consiste em ouvir as indicações dos padres e das comunidades, receber e avaliar os candidatos, convidar e selecionar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dom José Belisário fala sobre o 1º ano do Diaconado Permanente.

Um ano de diaconado permanente

Dom José Belisário da Silva *
A identidade do diácono se encontra, antes de tudo, na ordem do ser. Ele recebe uma graça sacramental que determina o espírito com que exerce o seu ministério. Por isso, não deve, em primeiro lugar, ser definido a partir das funções ou dos poderes que lhe são confiados. Ele recebe uma marca indelével através da ordenação sacramental. É na sua significação que se encontra a especi­ficidade do diaconado.(Diretrizes para o Diaconado Permanente, nº 33 – CNBB).
Neste mês de novembro completa-se um ano da ordenação do primeiro grupo de diáconos permanentes da Arquidiocese de São Luís. É uma data a ser festejada com alegria e gratidão, mas é também um tempo favorável para uma avaliação do caminho percorrido.
Numa sociedade marcada pelo fazer, há, antes de tudo, um risco a ser evitado, a saber, o risco de compreender o ministério diaconal numa perspectiva funcionalista, pragmática, reduzindo-o à prestação de serviços ou ao cumprimento eficiente de determinadas funções. Claro que as funções são importantes e devem ser desempenhadas com esforço e amor. No entanto, como afirmam as Diretrizes para o Diaconado Permanente, a identidade diaconal encontra-se, antes de tudo, na ordem do ser e não do fazer. Eis o desafio: ser um cristão diácono sempre, em todas as circunstâncias, e para sempre.
Numa sociedade marcada pela busca do poder, pela busca do interesse próprio, na qual até as relações humanas são mercantilizadas, onde o valor da pessoa é estabelecido pelo mercado, pelo poder e pelos bens que se têm, pela capacidade de produzir ou consumir, os diáconos devem nos ajudar a resgatar a lógica da gratuidade, na perspectiva da graça. Seria uma lástima entender o diaconado como busca de privilégios e honrarias.
O Documento de Aparecida fala dos “novos rostos dos pobres”. Ao lado de antigos problemas sociais que lamentavelmente perduram e, por vezes, se agravam, novos rostos de sofredores assomam à cena social – dependentes de drogas, detidos nas prisões, idosos abandonados, meninos de rua, enfermos e tantos outros. Perante esses “novos rostos dos pobres”, o serviço da caridade torna-se mais necessário e desafiador e pressupõe uma caridade inteligente e organizada, tanto de cunho emergencial como de cunho sócio-transformador.
            São Luis 
Estamos vivenciando no Brasil uma grande diversidade de situações culturais. O pré-moderno, o moderno e o pós-moderno convivem e frequentemente se misturam. Essa situação exige do evangelizador uma atitude de abertura e de diálogo. Surgem novos areópagos que constituem verdadeiros desafios para a ação evangelizadora da Igreja. Esses novos areópagos são terreno propício para a presença e atuação dos diáconos permanentes.
            Também o contexto eclesial propõe desafios ao diaconado permanente. O cenário religioso tem sofrido modificações nas últimas décadas. Multiplicação das novas denominações religiosas, a teologia da prosperidade, o crente visto como consumidor ao qual se devem satisfazer as necessidades pessoais, o proselitismo e a competição, o consumismo religioso, a privatização e a des-institucionalização da religião são mudanças que podemos perceber a olho nu e que são constatadas e analisadas pelas ciências sociais. O diácono permanente é convidado a compreender este novo cenário não para acomodar-se nele, mas para buscar transformá-lo a partir de posturas pastorais adequadas.
            Um ano de diaconado permanente na Arquidiocese. Parabéns, diáconos! Somos gratos a vocês por corresponderem à vocação que Deus lhes concedeu.
*Arcebispo de São Luís
FONTE: cnd.org.br

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pastoral da Juventude de São Luís realiza campanha de combate a violência




Para alertar sobre a violência e o extermínio de jovens que vem acontecendo ao longo dos últimos anos descontroladamente em São Luís e em diversas outras cidades do estado e do país, integrantes da Pastoral da Juventude Arquidiocesana da capital, irão realizar neste dia 10 de novembro, mais uma edição da Campanha de Combate a Violência e Extermínio de Jovens.
Dados da pesquisa Mapa da Violência no Brasil 2013, mostra que no Maranhão em 2001 a taxa de homicídio de jovens por cem mil habitantes foi de 16,3%, em 2011 a porcentagem chegou a 35,5%. O estudo mostra ainda que em relação a outros estados no Maranhão, Pará e Bahia os números duplicaram no período.
O domingo (10)  foi escolhido para a campanha porque esse também é o dia em que se comemora o Dia Nacional da Juventude 2013 (DNJ) que este vai trabalhar o tema escolhido nacionalmente, “Juventude e Missão” e que traz o lema “ Jovem: levante-se seja fermento” que traz como proposta um caminho missionário para os jovens da igreja do Brasil. Em 2012 aproximadamente mil pessoas participaram e este ano a expectativa da organização é que esse número seja superado.
“A celebração do DNJ é realizada a vários anos e buscamos mobilizar o maior número de pessoas e chamar atenção para violência que tem acontecido ultimamente”, acrescenta o secretário da pastoral da juventude, Ronald Rabelo.
Os jovens membros da pastoral e de  diversas outras igrejas católicas de São Luís vão percorrer a Avenida do Parque Araçagi, Alonso Costa, Vila Luizão até a comunidade Santo André na Divinéia. Durante o percurso familiares que perderam entes queridos  vão prestar depoimentos e compartilhar a dor que sentem com os demais, orações, músicas de louvor, missa e apresentações de bandas locais também fazem parte da programação.
A festa diocesana vai começar a partir das 13h no Colégio Marista-Araçagi, membros de congregações, novas comunidades católicas e pessoas de toda a comunidade foram convidados a participar e compartilhar o momento de reflexão.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

História e uso da Casula

Do salvemaliturgia.com

Casula
Por Kairo Rosa Neves de Oliveira

Cristo representado usando a casula, sumo e eterno sacerdote

História da Casula

A casula origina-se da antiga vestimenta romana, o byrrus ou paenula, uma espécie de manto em forma de poncho que os homens vestiam sobre suas túnicas. Tal veste era de uso corrente no âmbito civil romano entre os séculos III-VI. Entre os séculos VI e VII, com a adoção da indumentária germânica (túnicas masculinas mais curtas acompanhadas de calças, mantos com aberturas no braço direito, etc) aos costumes romanos, a paenula foi paulatinamente sendo reservada ao uso eclesiástico, haja vista que os clérigos mantiveram o costume indumentário romano. No mosaico do século VI retratando a corte do Imperador Justiniano na Basílica de São Vital em Ravena, já é possível distinguir perfeitamente as vestimentas dos leigos e dos clérigos. Contudo, há menções a um antigo retrato de finais do século VI do Papa São Gregório I Magno junto com seu pai e ambos estão vestindo a paenula, muito embora o pai de São Gregório fosse leigo. Portanto, esse processo foi lento e não ocorreu simultaneamente em todas as regiões.


Mosaico do século VI em Ravena retratando a passagem bíblica da oração do fariseu e publicano, representados com trajes civis romanos.


Mosaico do século V na Basílica de Santo Ambrósio em Milão retratando Santo Ambrósio.


Mosaico do século VI retratando a corte do Imperador bizantino Justiniano I, Basílica de São Vital, Ravena. Note-se que já é possível distinguir os trajes civis dos eclesiásticos. O Arcebispo Maximiano é o único a estar vestindo a paenula.

Tendo sido reservada para uso litúrgico em meados do século VI, até o período carolíngio (séculos VIII-IX) a casula ainda será de uso geral para todos os ministros litúrgicos em algumas regiões. Somente no século IX que se torna veste exclusiva dos sacerdotes. Roma, contudo já seguia essa norma depois do século VII. É durante o período carolíngio também que as casulas sofrerão as primeiras modificações da decoração e formas. Para facilitar a movimentação dos braços, encurta-se um pouco nos lados ou na parte frontal.


Pintura do Saltério de Carlos, o Calvo, século IX. Nela podemos ver as casulas dos Bispos com encurtamento frontal.


Pintura do Evangeliário de Otto III, cerca do ano 1000. Nela vemos a casula do bispo com leve encurtamento lateral.

Ainda se usavam também as casulas cônicas, que se estendiam inteiras até os pés tal como a antiga paenula. A casula cônica será característica do período românico até o século XII (embora as outras duas formas mencionadas também ainda fosse usadas), quando será substituída pelo modelo gótico, que encurta um pouco os lados dos braços nas barras. O modelo gótico perdurará no Ocidente até o século XV, sofrendo apenas variações na sua decoração, mas havendo uma grande uniformidade na forma.


Vitral do século XII na Abadia de St-Denis retratando o Abade Suger. A Casula já segue o modelo gótico.


Detalhe de um afresco de Giotto na Basílica de São Francisco em Assis, século XIV. Nela vemos um presbítero usando uma casula gótica ricamente decorada.

A partir do século XVI, por maior praticidade, passa-se a encurtar cada vez mais as laterais das casulas, até que em finais do século XVII chega-se ao modelo hoje conhecido como casula romana e que foi o mais utilizado no Rito Romano até o Movimento Litúrgico do século XX recuperar o uso das casulas góticas, que se tornaram novamente comuns após a reforma litúrgica de 1969. Contudo, as casulas góticas atuais geralmente são mais simples e de tecidos mais leves que as medievais. Há também as casulas semi-góticas surgidas no século XX que consistem em uma versão mais curta da casula gótica.


Pintura do século XVII retratando São Felipe de Néri. Nela já vemos um modelo de casula bastante encurtado nas laterais dos braços.


Pintura de Jeronimo Jacinto, século XII, retratando uma Missa. Nela vemos o modelo de casula que originou a conhecida casula romana.


Fotografia da década de 1960 de São Josemaría Escrivá celebrando Missa usando uma casula neo-gótica.

Uso na forma ordinária

A casula é usada sempre sobre alva e estola, preferencialmente com amito e cíngulo; por conta do seu significado atrelado ao sacrifício, a casula é usada unicamente na missa. Única excessão é a celebração da Paixão no Senhor, na qual não se celebra verdadeiramente a missa, apenas recorda-se da Paixão Salvífica de Cristo.
O bispo, nas missas mais solenes, usa casula sobre a dalmática. Nas concelebrações, por conta de um número elevado de concelebrantes, esses podem ser dispensados do uso da casula, não porém, o celebrante principal.
Entretanto, seria louvável que as dioceses tivessem conjuntos de casulas no número dos seus padres. Ainda que simples e todas da cor branca, elas proporcionariam uma beleza visual na uniformidade das vestes dos concelebrantes, além de mostrar maior clareza na unidade sacerdotal.


Sua Santidade durante a celebração da Paixão do Senhor

Durante as procissões e para a bênção do Santíssimo Sacramento usa-se pluvial da cor da missa em que se encontram. Retira-se, ainda, a casula para o lava-pés, para a unção do altar e para a adoração da cruz na celebração da paixão.


Retirando-a para a unção de um altar


Além disto, não retira a casula para nenhum outro rito durante a celebração da Santa Missa.


A transladação do Santíssimo Sacramento, na Quinta-feira Santa, é feita com véu umeral sobre a casula e não sobre o pluvial


Uso na forma extraordinária
O uso é semelhante ao da forma ordinária, com algumas poucas modificações.No início da celebração, para o rito de asperges, usa-se pluvial. Na celebração da paixão, só se usa casula durante uma das partes da liturgia. Na vigília pascal, a casula é retirada em certos momentos; por exemplo, se não há dioácono, o celebrante retira a casula e veste dalmática para a proclamação da páscoa.


Padre vestindo a casula após retirar o pluvial, usado durante o rito de asperges


Os sacramentos que ocorrem durante a missa e a homilia, não são consideradas partes da mesma. Todavia, o sacerdote não retira a casula em nenhuma dessas ocasiões. Para a homilia, pro exemplo, retira apenas o manipulo. Para os sacramentos que são realizados imediatamente antes da celebração da missa, usa-se pluvial geralmente.

Existe ainda uma permissão para o uso da casula quando não se celebra a missa, numa situação muito particular: para se impor as mãos sobre os que vão ser ordenados presbíteros pode-se usá-la sobre estola e sobrepeliz; mas apenas durante o rito, pondo-se antes e retirando-se depois. Para a procissão do Santíssimo Sacramento usa-se casula com véu-umeral, semelhante à transladação do Santíssimo na forma ordinária.


Recebimento da casula
A casula é vestida pela primeira vez na ordenação presbiteral. Logo após a imposição das mãos e oração consecratória, o padre retira a estola diaconal, põe a presbiteral e, sobre ela, a casula. Posteriormente, segue o rito de ordenação com a unção das mãos.

Na forma extraordinária, o sacerdote recebe a casula amarrada na parte posterior, sendo chamada casula plicada. Ele permanece com ela do momento que a recebe até o final da celebração. Quando o bispo diz sobre ele a oração: "Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; aqueles a quem não perdoardes, eles serão retidos." Então as casulas são desamarradas.


padres com casula plicada


ao final da celebração, os novos sacerdotes tem as casulas desamarradas


na forma ordinária, o neo-sacerdote usando casula sem amarras desde a recepção


Oração ao paramentar-se

"Domine, qui dixisti: Iugum meum suave est, et onus meum leve: fac, ut istud portare sic valeam, quod consequar tuam gratiam. Amen."


"Senhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça. Amém."


A oração para vestir a casula é a última parte da grande oração para paramentação, conlui-se com "Amen". Ela fala da casula como "julgo suave de Cristo" e recorda a cruz que aparece em vários modelos.


Alguns equívocos em relação aos modelos de casula


Na forma ordinária usa-se casula gótica e na forma extraordinária, romana.
Errado. Todos os modelos de casula (gótica, romana, neo-gótica, etc) podem ser usados em ambas as formas do rito romano. Igualmente, ambas podem ser usadas pelo bispo com dalmática pontifical.


Dom Raimund Burke celebrando com casula neo-gótica na forma extraordinária

João Paulo II celebrando, na forma ordinária, com casula romana.


Os (con)celebrantes devem usar todos o mesmo modelo de casulaErrado, mas com ressalvas. É, sim, permitido que, numa mesma celebração, alguns sacerdotes usem um modelo de casula e outros usem outro. Por exemplo, o bispo usa casula gótica e os seus sacerdotes, casula romana; ou ainda, os já sacerdotes usam casula romana e os que se estão ordenando, gótica. O que não se pode fazer é misturar dois ou mais modelos, se disso resultar uma combinação desarmônica, que fuja ao bom senso litúrgico.


O celebrante endossa casula romana e os concelebrantes usam góticas


Casula é diferente de planeta (pianeta)Não exatamente. Casula (gótica) e planeta (romana) já foram tidas como peças sensivelmente diferentes. Por algum tempo o sacerdote para usar a casula gótica necessitava da autorização do ordinário do lugar. Atualmente, depois da publicação do missal de 1962, os dois modelos foram equiparados em todos os aspectos. Sendo assim, casula e planeta podem ser tratador como sinônimos, por mais que alguns usem cada um dos nomes para se referir a um modelo.


Quando se usa casula, a estola é dispensávelErrado. Sempre que se usa casula é obrigatório o uso da estola. O Galão é um ornamento presente na casula que não faz as vezes da estola, sendo assim não se pode suprimir a estola por conta desse elemento. Vale a pena ressaltar ainda que a estola usa-se sempre sob a casula e nunca sobre ela.




Fotos de diversos modelos na atualidade


Papa Bento XVI usando uma casula gótica verde.


Usando casula branca (tons de dourado) durante a benção na Páscoa.


Bordado de cruz em casula romana, simbolizando o julgo suave de Cristo.

Casula romana com gola redonda.


Cardeal com casula romana com gola em trapézio.


Papa Bento XVI usando casula gótica com galão, decoração em forma de coluna.


Casula com cruz trífida, que nasce como uma faixa indo até o pescoço, ramifica-se nos ombos e volta a juntar-se nas costas.

Caráter Sacrificial e obrigatoriedade da casula

No decorrer dos séculos, como vimos, a casula teve seu uso resumido aos sacerdotes. Não tardou para que fosse atruído à casula uma imagem de "veste do sacerdote". A casula foi comparada o manto que deveriam usar os judeus ao imolar o cordeiro para a páscoa, como foi ordenado na lei de Moisés. Assim como faziam os sacerdotes daquele povo, fazem os do povo cristão: imolar o cordeiro estando cingidos e vestidos com o manto.

A relação entre casula e o caráter seu sacrificial é tão notável, que alguns protestantes deixaram de usar a casula para indicar que não se realizava ali verdaeiramente um sacrifício. A omissão da casula, por mais que não deva ser diretamente relacionada com a negação desse dogma, deixa de expressar essa belíssima realidade presente na Santa Missa que é a celebração do sacrifício incruento de Cristo.



Representação de Cristo com vestes pontificais, indicando assim que é o Sumo-sacerdote. Ele usa alva, estola, tunícela, dalmática e, sobre tudo isso, a casula.

Ademais, a casula é prescrita nas rubricas como veste de uso obrigatório para a celebração da missa. Diferentemente da dalmática, a casula não é veste festiva, mas veste diária; o que não impede que se tenha casulas mais enfeitadas para as solenidades e mais simples para as missas diárias.


Bibliografia

História da Casula

Por Rafael Diehl


RIGHETTI, Mario. Historia de La Liturgia. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, s/d;
JUNGMANN, Josef Andreas. Missarum Solemnia: Origem, liturgia e história da missa romana. São Paulo: Paulus, 2009.Demais ítens

Por Kairo Neves

Caeremoliane Episcoporum 56, 62, 65, 66, 301, 322, 534, 902, 946;
Introdução Geral do Missal Romano 119, 209, 336, 337;

Curso de Liturgia do Padre Reus, caput II.